Salve traças,
Terminei, enfim, a edição 7 de meu zine! Vamos ler um aperitivo? A versão completa está no final do post.
Boa leitura!
Glossário
Alguém com um tipo peculiar de tolice poderia dividir as pessoas em três tipos, de acordo com o modo de violência com que enfrentam o mundo e com ele interagem. Talvez você mude sua sinceridade para não se encaixar nesses caixotes, talvez aceite sem questionar. Por certo, o erro é sempre seu, assuma-o. Seja como for, não se engane e saiba que ele é grandiloquente, enquanto a verdade é um murmúrio em noites ternas. A saber:
1 – O mestre – acha que há algo a ser ensinado; que é o detentor de algum conhecimento valioso que, se dominado por toda sociedade, será benéfico. Não percebe que a escolha desse saber é totalmente pessoal e, portanto, impô-la é um ato de violência. O mestre se acha superior às outras pessoas, porém visa trazê-las ao seu nível. Não se engane, a modéstia é inexistente. Aquele que “abre a porta” se congratula por tê-lo feito.
2 – O vigilante – as pessoas precisam ser controladas e, caso não sigam as prescrições, punidas. O homem é mal e necessita de controle; invariavelmente. Com esse tipo de pessoa a violência é mais evidente, uma vez que se manifesta de modo físico. Não se engane, psicologicamente o vigilante julga e determina quais atitudes aceita e quais não em seu círculo social, nesse caso as punições são ainda mais severas que as físicas.
3 - O artista – se julga indiferente, distante, alma livre a observar mudo o cemitério do mundo. O artista observa tudo com um olhar estético, prima a beleza e por meio dela julga. Sua indiferença, obviamente, é apenas uma manifestação da ingenuidade. Não se engane, ele julga que essa fantasia de liberdade lhe confere o direito de exercer violência sobre tudo e todos da maneira mais condescendente possível.
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Crédito da imagem: Henry Darger.







