Poesia?
Palavreado
Perdi a mãe, o pai, o amor, a vida.
Perdi a noite, o sono, o sonho.
Perdi a mim, ganhei a bebida!
E ainda assim, há de nascer o Sol!
Perdi o passo, o caminho, a direção.
Perdi o sorriso, a alegria, o encanto.
Perdi a força para viver na contramão.
E ainda assim, há de nascer o Sol!
O raiar de um novo dia, um filho a nascer, um fruto a cair.
No entanto, sou mãe seca, árvore estéril.
Quisera um fruto, um filho, um raiar do Sol.
Nascerá o Sol?
Quisera não escrever incompreensíveis palavras.
Mas sim, palpáveis sentimentos.
Quisera moldar o sentir, não o pensar.
Quisera que o Sol não nascesse amanhã!
Trecho do novo livro.
Nem tudo pode parecer lógico, mas isso é lógico, afinal é só um trechinho, no livro tudo se explica....teoricamente....
Boa sorte!
Mais uma inocente conversa de bar
Devo eu crer, que o silêncio é a mais certa resposta frente à escravidão que me submete? Supostamente é meu dever aceitar os grilhões que foram impostos no longínquo passado a meus irmãos? O sangue que em mim corre, clama por insurgência! Respondo-lhe nos mesmos termos que me questionaste. Eu disse que te amava?
Ok, eu tenho duas personalidades e estou falando sozinho, mas vale alertar: o texto abaixo não é comum...(Vou levar estas suas palavras como um elogio)
Entretanto...
A novidade era ser igual, não havia mais razão em buscar o que os diferenciava, pois no mundo a verdade falhara, tal como animal doméstico que não sabe dar a patinha:
Dá a patinha Susy! E Susy se levanta e diz: Penso, logo não dou a patinha! Pobre dona que sorri e continua sua vida, ignorando sua bela cadelinha, o belo ser que com ela vive, que por incompreensão se torna tão somente um animal desprovido de razão. Razão?
Poupemos-nos de discursos elevados sobre a natureza da “razão”(!?), sobre a natureza do ser, sobre nós! Oras. Eu gostaria de me poupar de mim mesmo! Perdoe-me se lhe ofendi! Seja você língua, pensamento, homem ou filosofia.
Voltemos a novidade, pulemos então a razão para assim prosseguirmos a explanação, afinal, simplesmente tudo se trata de uma única palavra...
Desconexa, nostálgica, rebelde, lembra meu velho professor, sempre a me falar dos livros que leu, das pessoas que não conheceu, dos filhos que perdeu e dos amores que não viveu.
Perdoe-me, não há mal em dizer isso, estou talvez me estendendo demais:
Olha lá em cima, chega de adivinhações, lê! é dela que falo e todas estas palavras foram em vão, tenho a absoluta certeza...deveria ter apenas deixado-a sozinha...Maldade? Talvez,mas me dói a solidão alheia.
Eis o sentido de todas esta verborragia(PS:mistura de tinta vermelha com vômito), isto não passa de minha reposta , que somente consegue assustar minha dona, pobre mulher, só queria a patinha.
Entretanto...
Trecho - Pedro, filho de Pedro
Humano, tolo, falso

Coração aberto; olhos fechados

Palavras Vomitadas
And I see you on the other side
Não julgue um homem simplesmente pelo seu modo de vida, suas ações, sua maneira de responder aos estímulos que o mundo lhe envia, não somos tão simples assim. Só se pode julgar um ser aquele que for capaz de enxergar de cima, de fora, o contexto onde tal imperfeita criatura vive.
Somos escravos, de nossos desejos, de nossos instintos, de nossas necessidades biológicas, livre arbítrio...Doce ilusão...Liberdade o que você deseja? E o que seria isso nos dias de hoje?
Dinheiro? Carros, falsa segurança? Você é um reflexo da sociedade onde vive, sua personalidade é uma faceta do contexto onde você está inserido, Eu sou apenas mais um, uma alma livre nessa prisão do existir, sem propósito ou finalidade, apenas vivo um dia após o outro.
Passo após passo...Assim como você, apenas de um ângulo diferente...
Tenho filhos para sustentar, fome para matar, um futuro em minhas sujas mãos, sabes melhor que eu que não sou o único, faço apenas o necessário e acredite, existem muitos piores que eu. Não vou matar-lhe, gostei de seu rosto, algo me diz que você tem algo de diferente pulsando ai dentro da sua cabeça, quem sabe um dia não me retribua este favor.
Ora, não me olhe assim, ponha se em meu lugar!!! Apenas faço o que tem que ser feito, assim como os urubus que se alimentam da carne podre, eu me alimento de você, sou um agente criador do medo neste sistema, sou necessário, afinal, sem mim haveria muita carniça pelas ruas.
De qualquer forma, vá! Corra fuja, você viverá hoje! Vá!
Corra, como se realmente houvesse esperança para a sua vida, corra como se um dia você fosse capaz de tocar o rosto de sua mulher novamente, de ver o sorriso de seu filho, esqueça, este é o seu fim, te vejo do outro lado, adeus!
Assim como uma criança
Simplesmente curioso, assim se definia um físico que exercia seus conhecimentos matemáticos em uma pequena e velha empresa contábil alemã. Um homem que via o mundo pelos olhos de uma criança, curioso, ansioso por entender o enigma de nossas vidas. Para ele cada folha que se lançava ao vento era mais uma pista dada pela natureza para resolvermos tão complexa e magnífica charada. Seu nome? Albert Einstein.
Nossa mente é fértil, um nobre solo para novas idéias. Porém, muitas vezes não plantamos semente alguma, por diversas vezes não cultivamos neste solo, nada além de flores de plástico, compradas, prontas, que a nós não dão trabalho algum. Muitas vezes o cinza da rotina enuveia nossas mentes, cansando-as, restando a ela somente a função de coordenação de nossos órgãos vitais.Criamos preconceitos, adotamos definições, fórmulas, algoritmos, tudo o que puder facilitar, toda a comida já mastigada é melhor, não é?
Quem se surpreenderia mais ao ver uma apresentação na qual um ilusionista levita sobre a platéia; você ou uma criança? Você, pois sua mente já está trancafiada na idéia de que homens não são capazes de levitar , afinal tal fato é contra as leis da natureza, ou melhor as leis dos homens.
Enxergue o mundo através de seus olhos, não por meio de fotografias tiradas por aqueles que tiveram mais coragem que vocês. O desejo de entender esta união de incontáveis perguntas que gentilmente apelidamos de vida, vem de dentro. E para os poucos, que fizeram desta necessidade o guia de suas vidas, existem páginas e mais páginas em nossos livros de estudo, seus nomes e teorias se tornaram parte da história da humanidade, mas eles estavam certos? Só há uma maneira de descobrir...
Por isso, seja uma criança, curiosa, deslumbre-se a cada momento com o mundo que se abre ao seu redor, toque, aperte, morda. Tire as suas conclusões, crie o seu conhecimento, monte o seu mundo. Faça do quebra-cabeças da vida seu objetivo maior, afinal “ as sementes da descoberta flutuam constantemente à nossa volta , mas só lançam raízes nas mentes preparadas para recebe-las”.
Texto desenvolvido para a avaliação da disciplina de Leitura e Produção de Textos, no ano de 2006, na primeira série do curso de Letras
Sobre a crônica?

Calmo, tranqüilo, vejo a noite e vejo o dia, pausadamente, vagarosamente...devagar como sempre foi, e como sempre deveria ser. O sol tocando minhas penas com seu carinho fraterno, as nuvens abraçando meu corpo, a leve brisa quente me empurrando para o infinito desse mundo, como uma orquestra em harmonia com meu ser, proporcionando a beleza de meu vôo. A magia do pairar na imensidão azul. Sim, estes são meus companheiros.
Aqui mesmo, nas alturas, sou capaz de fechar meus olhos e adormecer, e no colo acolhedor de minha mãe permanecer. Vivo minha vida livre, sem destino, somente com um propósito; passar adiante a mim mesmo, passar adiante o melhor de mim, é esta minha única tarefa em meio a essa beleza azul anil.
Aqui em cima a tristeza dos milhões de corações que povoam o mundo não é mais sentida, aqui o cheiro podre de vidas regadas a tropeços e desejos não chega mais, aqui fui abençoado com a distância.
Minhas longas asas... as mais belas já concebidas por suas mentes ainda estariam distantes da visão das minhas. Pois minhas asas, tem o exato tamanho e formato grandioso de minha felicidade.
Minhas pernas...atrofiadas, fracas, em desuso, pois há tempos não tocam o chão, pois há tempos se tornaram puras, livres do abraço da amargura da superfície podre.
Minha vida é plena, minha alegria onipresente e isto não chega a te causar inveja, ou chega...pois eu estou além. A quilômetros do que seus olhos podem ver e suas mentes entender. Estou acima de sua terra, a milhas distante de suas cidades, do cinza de suas vidas e do vermelho de suas mortes.
Minha mãe lhes deixou o canto belo e limpo de meus irmãos, embora vocês não sejam capaz de aprecia-lo sem impor a sua rédea, sua prisão. Porém, nem mesmo a falta da liberdade os impede de trazer minutos de prazer a seus ouvidos, segundos atenuantes em meio às horas de megalomania de suas vidas, impede?
Assim sou eu, assim é minha vida...assim deveria ser a de todos vocês, movimentada pelos apelos básicos da existência, nada de buscas sem sentido, ou desejos não desejados. Pois, dessa maneira nossa mãe nos fez para sermos felizes, e vocês também devem ser felizes.
Essa é a minha perspectiva....aqui do alto....
A criatura:
Os andorinhões são aves de pequeno porte, com comprimento situado entre
A fisiologia dos andorinhões é especialmente adaptada para o modo de vida aéreo do grupo, por vezes a grande altitude. O tipo de hemoglobina que possuem é diferente das restantes aves e permite o transporte de grandes quantidades de oxigénio a baixa pressão. Graças a estas adaptações excepcionais para o voo e ao formato das asas, os andorinhões passam grande parte do seu tempo no ar e algumas espécies (como o andorinhão-preto) são inclusivamente capazes de dormir enquanto planam.
Mais Informações : http://pt.wikipedia.org/wiki/Andorinh%C3%A3o
Sonho

Sonho
Sonhar ato sublime no qual nossas mais profundas necessidades, nossos reais anseios, são atendidos. Sonho, belo mundo em que manifestamos a nós mesmos em tudo, mundo este que nos vemos
Eu sonho, tu sonhas, nós sonhamos, porém quem realiza? Quem de nós é capaz de realizar? De provar, saborear, tatear a liberdade pura e fresca que em nossos mais íntimos sonhos vivemos. Quem é capaz de realizar os cultos de prazer e realização que lá celebramos.
Por noites sem fim sonhei, e nesses sonhos havia um ideal, uma nobre forma de viver, um caminho estreito a ser seguido. Em meus sonhos havia a maneira, de se ser melhor, de se realizar da maneira que eu desejava.
Por noites sem fim sonhei, e estes sonhos traziam consigo a necessidade de realização, eles traziam o ideal que eu deveria perseguir, um desejo de que cada batida de meu coração irradiasse para o meu ser , a força, a coragem e vigor para meu sonho trilhar . Porém, a mim nunca foi possível trazer estes anseios, para o concreto. Puxa-los de sua realidade onírica para minha vida, dura e seca.
É triste perceber isso. É doloroso ver que nunca fui capaz de transformar meu sonho em realização, nunca o concretizei, embora, desejasse do âmago de meu ser, nunca tive o heroísmo necessário. Fui levado pela rotina acolhedora e segura, e agora vejo quão covarde fui.
Aqui estou eu, metade de meu corpo coberto por lama, em uma trincheira. Sinto meus dentes batendo de frio, embora o sol seja onipresente no ambiente, será esse o presságio do final? Ou sinto este frio por ter chego a tão obscura conclusão a respeito de minha covardia.
Escuto uma sinfonia, de dor e desespero, tiros e gritos, uma celebração a um sonho. No céu fogos de artifício matam e destroem, manchando a terra com a tristeza, é um ideal sendo seguido, e como é bela a realização.
Em minha casa, a quilômetros daqui, abandonados estão; sim...meus filhos, a cama de minha esposa. É confortante neste instante relembrar minha esposa, seu sorriso, seu toque, seu olhar, o doce vinho de suas palavras. Quem cuidará deles agora? Como fui ingênuo ao achar que fazia tudo isso por eles.
Não desejo essas lágrimas que neste instante escorrem de meus olhos, porém esta correnteza não sou capaz de deter. Vivo um sonho, porém não o meu. Vivo os desejos de um conquistador, que em mim viu solo fértil para semear seu sonho, que em mim fez nascer a coragem que sempre desejei. Ele me fez acreditar que todo esse tempo essa era minha luta, a guerra pela paz de minha família, pela tranqüilidade e felicidade de meus netos ainda por nascerem.
Não há mais o que fazer o relógio de minha vida já marca a meia-noite de minha existência. É o fim, e para o caminho que escolhi não há volta, ou mesmo, perdão. Sei que é a ultima vez que empunho meu fuzil e o faço em lágrimas, pois sei, que nunca fui capaz de empunhá-lo em minhas guerras.
Realmente é verdade; ” é mais fácil morrer pelo ideal de alguém do que pelo seu próprio ideal”.
Ao grito do capitão, levanto-me e disparo em passos largos em direção ao inimigo.
- Por sua Alemanha!!! – e penso, por minha derrota...
....................................................................................
O calor emanado da lareira é fraco e doente, quase não há lenha e o inverno é longo na Alemanha. Uma mulher prepara um pouco de sopa para seus filhos. Nos olhos dessa mulher vê-se tristeza, melancolia. Algo falta naquela família, algo além de lenha, algo que nem mesmo toda a lenha do mundo poderia substituir, no coração daquela família falta um marido, um pai.
Duas crianças olham um velho álbum de fotos, para poderem lembrar de seu pai, pois a dor de não vê-lo a seis meses é cada vez mais forte. Embora sua mãe lhes diga que seu pai luta por eles, o jovem coração daquelas crianças ainda não é capaz de entender a guerra.
-Mãe! – chama um dos garotos, Adolf de oito anos.
- Sim, filho...
- Quem é esse velho com papai?
- Ele é seu avô, ele mora longe daqui, na Polônia, nessa foto eles estão na sua fazenda...
- Seu pai quando voltar irá comprar-nos um pedaço de terra longe dessa fria Alemanha, e plantar, assim como ele sempre sonhou... ele sempre quis ser como seu avô um fazendeiro. – Diz a triste senhora.
Brasil???
Frio, tosse, febre, dores, SIM!!! Assim eu me sentia enquanto assistia aquele jogo “besta” da copa, afinal o nosso Brasilzão, estava fora... Besta? Não...que jogo lindo, viam-se guerreiros em campo, prontos para entregar sua vida naquele momento de emoção, brigavam pela bola, como se somente ela importasse,como se a TODA PODEROSA BOLA, fosse o centro do universo....e não era?
E o que eu, o enfermo, senti?
Inveja, muita inveja, porque nossos jogadores não fizeram isso?
E o que eles fizeram?
Que espécie de pessoa pode sair de campo sorrindo após perder um jogo, partidinha essa que um país, uma enorme nação parou para assistir, e só não chorou ao seu fim por vergonha, pois o que havia se visto em campo não refletia a nós Brasileiros.Povo guerreiro e batalhador que apesar de todos os problemas que batem a nossa porta TODOS os dias, não deixamos de sonhar com tempos melhores.
Não sou um adorador do futebol, na realidade só assisto a jogos de futebol na época da copa do mundo, pois acredito, ser de tamanha insensibilidade um brasileiro que não se comova com a euforia que toma conta de nosso sofrido povo.
Eu torci, gritei, ajudei na ”vaquinha” que o pessoal de minha rua fez, para comprar bandeirinhas e então podermos nos cercar do verde-amarelo que nessas épocas, tanto amor nos desperta. E me envergonhei...
Ó italianos, que até o fim brigaram e nos últimos dois minutos...dois gols fizeram...Pensem bem...faltando dois minutos para o fim da partida eles fizeram DOIS gols....Eles acreditaram, e seus corações, suas fortes almas os levaram a vitória, pois aquela altura seus corpos estavam esgotados.
Ó alemães, que embora não tivessem talento algum, foram passando barreira por barreira, lutando empurrados por um povo, que até pouco tempo tinha vergonha de gritar o nome de sua seleção, para eles a torcida teve muito valor...mandaram para casa até mesmo nossos “hermanos “.Ponto para eles!
Nós brasileiros terceiro mundo para uns, país emergente para outros, que somente nessa época conseguimos colocar nosso corpo caboclo à mesa de honra mundial, que somente em tempos como esse, somos considerados a “elite” para então desfrutamos do que os italianos, alemães, franceses, cansam de desfrutar todos os dias de sua vida.
Não é nos menosprezando que vamos chegar a algum lugar...mas que INVEJA viu!!!